terça-feira, 31 de março de 2009
36 anos a ouvir o lado obscuro da lua...
Com o tempo, dinheiro, loucura, guerra e morte como ideias subjacentes, este é considerado por muitos críticos e fãs da banda como sendo a obra-prima do grupo, mais importante até que o álbum “The Wall”.
The Dark Side of the Moon foi um enorme marco do rock progressivo mas que no entanto possuía músicas bem aceites pelas rádios com um airplay mais comercial, tais como "Money", "Time", e "Us and them", que revelavam um lado mais maturo da banda. Todo o álbum é uma autêntica ponte entre o blues-rock clássico e a música electrónica que começava a dar os seus primeiros passos e no entanto, é provavelmente a tonalidade mais suave e também as nuances líricas e musicais a proverbial “cereja no topo do bolo” de toda a toda a musicalidade e genialidade por detrás deste álbum.
The Dark Dide of the Moon é o terceiro álbum mais vendido de todos os tempos em todo o mundo, atingindo o primeiro lugar no Billboard 200 e também no Billboard Pop Catalog Chart. O relançamento em 2003 no formato Super Audio CD atingiu o mesmo feito, cimentando os nomes de Roger Waters, David Gilmour, Nick Mason e Rick Wright na grande pedra do Rock e ligando-os para sempre a um momento em que a música transcendia barreiras, credos e modas.
Desde a composição até aos arranjos e passando pela produção (a cargo do grande Alan Parsons), tudo neste álbum é mágico. Só o facto de terem juntado centenas de relógios no estúdio e tê-los todos a tocar ao mesmo tempo ao início da faixa "Time" denota a grandiosidade de toda a produção do álbum. Ainda hoje é possível ouvir e sentir o mesmo que se sentia em 1973 quando se ouviam pela primeira vez aqueles acordes etéreos.
A título de curiosidade, gostaria de convidar todos os que nunca ouviram este álbum (e também os que já ouviram) a desligarem os telemóveis, televisões e outros aparelhos e também a baixarem os estores, correrem as cortinas e ouvirem este álbum no escuro.
Sim, sei que soa um pouco estranho, mas quem sabe, são capazes de sentir a música de outra maneira...
Ouçam o álbum do princípio ao fim, sem pausas pelo meio.
Quando acabarem, façam os possíveis por se lembrarem do que estão a sentir nesse momento.
Fico à espera dos vossos comentários.
Entretanto, fica aqui um cheirinho:
domingo, 15 de março de 2009
Lady GaGa...
Stefani Joanne Angelina Germanotta, mais conhecida por Lady Gaga é a nova estrela da Dance Music. Na primeira vez que vi/ouvi a "Just Dance" não gostei muito. Ouvi o single seguinte ("Poker Face") e também não achei nada por aí além. Se formos bem a ver, ela não tem propriamente um look normal. É mais uma daquelas raparigas que só têm boa figura e cantam bem graças ao Pro Tools, certo? Errado…
Nada podia estar mais longe da verdade. Lady Gaga, independentemente do visual e estilo musical é uma cantora e música com grande talento, que estudou na música na Universidade das Artes em Nova Iorque. Tendo composto temas para “Britney Spears” e “The Pussycat Dolls”, esta jovem cantora aparenta ter um futuro promissor, pois para além da “fachada” de "disco star", Lady GaGa canta mesmo bem, conforme podem ver no vídeo do youtube que tomei a liberdade de incluir abaixo, para vosso deleite.
A partir do momento que vi este vídeo, engoli logo o que havia dito há dias a amigos meus acerca da música desta menina. É muito talentosa e embora a sua voz faça lembrar em alguns momentos a Amy Winehouse, é de facto uma artista muito singular que faz jus ao nome Lady.
Estas lufadas de ar fresco são o exactamente o que o panorama musical actual está a precisar...
terça-feira, 10 de março de 2009
Naruto Uzumaki
A série anime Naruto tem vindo a fazer as delícias de pequenos e graúdos em Portugal desde que começou a ser transmitida pela Sic Radical no ano passado. Confesso que já a conhecia desde 2006, mas só havia visto alguns episódios da 1ª série.
Após ter voltado a "ganhar o bichinho", recomecei a série do princípio em Outubro passado, estando agora a par dos novos episódios que são lançados semanalmente.
Creio que haverá muita gente a não gostar de Naruto pelo simples facto de ser um desenho animado.
Acho que nada podia estar mais longe da realidade. Naruto exibe uma profundidade de enredo e de personagens, bem como grande talento em todas as vertentes da animação. Desde os diálogos até à fotografia, sem esquecer a trama - verdadeiramente hipnotizante, acerca de Naruto Uzumaki, que estuda para ser ninja, mas que como não é muito talentoso, tem que trabalhar o dobro dos outros se quiser (e quer) tornar-se Hokage – o ninja-chefe da Aldeia Escondida nas Folhas, a sua terra-natal.
A série Naruto ganha muito face a, por exemplo, Dragon Ball em parte pela novidade temática e também por ser recente, enquanto Dragon Ball já tem largos anos desde a sua criação. A interacção entre personagens é visivelmente rica e muito diversificada, o que faz com que quem assista a um só episódio, fique com vontade de ver mais e saber o que se passa e o que levou a tal ponto.
Portanto Sr. Masashi Kishimoto, dou-lhe os mais sinceros parabéns por me ter viciado em mais uma série televisiva logo quando estava a tentar deixar de ver tanta televisão.
Parece que não é desta que me safo…
terça-feira, 3 de março de 2009
(Re)Advento da televisão VS. Declínio do cinema
Actualmente estamos a braços com uma crise económica que nos faz cortar em muitas coisas, sendo uma delas o cinema.
Ora, é certo e sabido que se o que queremos está mais barato noutro lado, é lá que vamos comprar - mais concretamente - a televisão, que está novamente em voga. Quer se deva à crise económica, quer se deva à falta de "assunto" nos filmes (estou a falar daqueles filmes que carecem de um conteúdo minimamente aceitável), o certo é que nos últimos anos o cinema tem sofrido um certo declínio e tem sido algo preterido em detrimento da televisão.
Tudo isto é uma questão de reflectirmos um pouco:
Se o bilhete do cinema está a 4€ ou 5€, já se torna caro para a maior parte das carteiras - logo as pessoas pensam 2 vezes antes de comprar (e provavelmente a maioria não compra);
Os argumentos das séries televisivas estão cada vez melhores e o formato de uma hora semanal é perfeito para manter os espectadores “agarrados”;
Se na televisão vai dar uma série muito publicitada e/ou conhecida do público, pensamos 2 vezes antes de trocar a série pelo cinema (e provavelmente ficamos por casa a ver a série);
Temos televisões cada vez maiores e com qualidade de imagem superior;
Temos sistemas áudio “surround” capazes de rivalizar com os de alguns cinemas, e tudo isto na comodidade das nossas salas de estar;
A televisão, a não ser que seja pay-per-view, não requer outros gastos monetários;
Já não temos que estar a aturar o(a) vizinho(a) do lado(a) na cadeira aos beijos com a namorada(o);
Já não temos que ouvir o barulho irritante das pipocas e os comentários parvos de quem acha por bem partilhá-los;
Saber que nos sentamos numa cadeira que não está suja de coca-cola, pipocas e/ou outras coisas piores...
Já não acontecem as falhas na projecção do filme que às vezes acontecem
Ao ritmo a que as estações televisivas nacionais competem para trazer as grandes séries norte-americanas ao público português, estamos sempre actualizados quanto às novas tendências televisivas mundiais e a própria abundância de séries televisivas norte-americanas, novelas brasileiras e também nacionais, sugere que este é um mercado que ao contrário da maioria, está em franco desenvolvimento.
É certo que a experiência de estar no cinema a ver um bom filme ainda é algo de que a maioria de nós gosta muito e confesso que não sou excepção. Contudo, e analisando os prós e contras, não será difícil ver as dificuldades que a indústria cinematográfica atravessa e que continuará a atravessar, caso não adopte mais medidas para voltar a atrair o grande público...